Itu, domingo, 22h15. Eu, Ana, cunhada e namorado dela na fila do cinema. O filme que eu aguardava ansiosamente: 2012.
Adoro destruição na tela do cinema e particularmente, gostaria de presenciar pessoalmente um evento da magnitude do que o trailer prometia.
Chovia forte fora do shopping. Mal atendimento no bar do cinema. Fila para a sessão. Placa de "Sessão esgotada" no guichê. Trovão. E não é que a porra da luz acabou?
Pessoas saíram da sala e fizeram fila aguardando a devolução do seu dinheiro. Aliás, dinheirão. São 14 reais para assistir a um filme em Itu. Quase o mesmo preço do cinema na esquina da Paulista com a Augusta em São Paulo. Um absurdo. Boicote total à partir de agora.
A luz não voltava. Foram uns 15 minutos sob a luz de emergência, com aquele amarelo pálido aguardando. E a porra da luz voltou! 2012, acaba a energia.
Enfim, demora, mas entramos na sessão. Filme de tirar o fôlego pela especialidade muito bem aplicada do diretor Roland Emmerich que já destruiu partes do mundo e continentes em outros filmes.
Filme longo, sensação de final chegando e... NÃO É QUE A PORRA DA ENERGIA ACABA OUTRA VEZ?
Fomos agraciados com a mensagem de que podemos assistir ao filme em qualquer outro dia da semana. Mas eu quero meu dinheiro de volta. Paguei para assistir à sessão das 22h45 e numa parcela só. Assistir ao filme todo novamente é chato. Apesar de ser um bom filme.
Situação quase surreal. Após assistir quase todo 2012, novamente luzes de emergência e estacionamento às escuras. Só o shopping apagou. 2012 está chegando...

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